Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

This is me

pela simplicidade do que me move

This is me

pela simplicidade do que me move

Modo de vida, modo de ser, modo de estar

BFD9DBA9-6C64-46A7-B375-04C8BE3FB534.jpeg

O escOUtismo é o meu modo de vida. Nunca me fez sentido a denominação de atividade extra curricular, mas realmente foi assim que tive de classificar tantas vezes na escola.

Todos os dias luto por me tornar uma pessoa melhor, tento “praticar diariamente um boa ação” e faço por “deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrei”. Provavelmente para alguns isto é só mais um clichê mas alguém se lembra de como era não saber ler?? Eu não, porque aprendi a ler cedo e portanto torna-se complicado lembrar-me de como era olhar para as palavras e não as ler. Aquelas frases “clichê” são as minhas bases, cresci no escOUtismo e por isso mesmo é algo semelhante ao facto de já não me imaginar a não saber ler…

Há 9 dias fiz o meu compromisso de honra de dirigente e na noite anterior, na velada de armas, tive de fazer um discurso para todos os que me acompanham nesta aventura há tantos anos. Um momento difícil para alguém que não gosta de falar em público…

Para os que me ouvem falar do escOUtismo e não entendem bem o que isto significa para mim deixo aqui o texto que li e é mesmo o que isto simboliza para mim.

“Sou escuteira desde os 6 anos de idade, portanto na verdade não tenho grandes recordações da minha vida antes disso.

Com o lenço amarelo ao peito tudo era bastante simples, não havia muito que fazer para além de brincar e até tive sorte de ter tido uns chefes que tinham paciência para me verem comer um queque como se fossem longas refeições.

Nos exploradores a coisa já não era tão fácil assim, tínhamos mesmo de fazer qualquer coisa para que as atividades acontecessem. Foi na IIª secção que comecei a vida de escuteiro, assim mais a sério… Lembro-me de ter sentido que já era enorme por ter tirado a prova do canivete. Montar tendas já era uma coisa fácil e fazer fogueiras era a descoberta do momento. Os exploradores foi uma secção que me deu algumas dores de cabeça, devo confessar. Sempre que havia um acampamento marcado eu já só imaginava aquela refeição, o feijão com atum, aquela imagem atormentava-me os dias que antecediam o fim de semana, mas eu devia de gostar mesmo daquilo porque lá ia eu e lá tinha mesmo de comer tudo.

Os pioneiros… os pioneiros foi sem duvida a minha secção de eleição. Foi na IIIª que ganhei o espirito de competição, eu queria mesmo ganhar tudo, queria fazer todos os raides até ao fim, mesmo que chegasse ao destino com bolhas nos pés ou mesmo as pernas em ferida daqueles belos calções novos que eu decidi usar num raide até ao PNEC, sim a inteligência naquela altura não devia de ser muita eu sei… Os pioneiros deram-me muitas alegrias, deram-me muitas lições, mas foi também como pioneira que vi um irmão partir. Estávamos a acampar, em Sesimbra, entre várias conversas durante o raide falámos do Tiago, queríamos ir visitá-lo e recordámos o ultimo acampamento com ele na arrábida e o quanto seria divertido se ele estivesse ali connosco. Tenho saudades dele, e este 270 também lhe pertence, porque eu tenho a certeza que ele seria o primeiro a dizer em voz bem alta que estaria connosco na AEP.

A 4ª secção foi a mais curta para mim, tivemos um primeiro ano em clã que era dividido com o trabalho nas secções. Eramos um clã muito próximo, tínhamos crescido todos juntos portanto era fácil.

Estou em comissão de serviço desde os 18 anos e aprendi muito com todos os adultos, chefes e caminheiros, que estiveram comigo nas equipas de animação.

Ao longo destes 19 anos aprendi que ser escuteiro é muito mais que ter um lenço ao peito, muito mais que ter uma farda vestida e fazer umas atividades giras. Ser escuteiro é ser um ser humano melhor, mais compreensivo, mais tolerante, mais amigo, mais verdadeiro. É pensar primeiro no outro e só depois em nós. É ajudar o próximo sem esperar qualquer tipo de recompensa.

Tudo isto, e muito mais claro, foram vocês que me ensinaram, sim vocês família. Ensinaram-me a dar os primeiros passos, estiveram lá quando cai e ajudaram-me a levantar, deram-me na cabeça dos meus erros mas no mesmo momento agarram-me a mão e mostraram-me o caminho certo, deram-me espaço para descobrir quem sou e oportunidade de ensinar aos mais novos o que vocês tão bem me ensinaram. A família tem uma particularidade em comparação com qualquer outra relação que possamos ter na vida, é que aconteça o que acontecer, para o bem e para o mal, uma família nunca se separa. 

Desde lobita que penso no dia de amanhã, conforme os anos foram passando a imagem da minha promessa foi se alterando, mas nunca poderia imaginar que fosse desta maneira, mas sabem que mais?? Não podia pedir melhor. 

Sempre fui este tipo de pessoa, calculista e sempre numa tentativa de prever o futuro. Por diversas situações da vida tenho tido provas de que não vale a pena tentarmos controlar tudo, não vale a pena pensarmos que temos tudo planeado e que será só prosseguir com o plano, não, é preciso sermos cada vez mais versáteis e na verdade quanto mais tentamos fazer planos mais a vida nos encaminha na direção oposta, não pior, mas diferente. 

Graças a Deus que o meu caminho me trouxe até aqui hoje, com todos vocês, os que quiseram por inteira vontade própria fazer deste grupo um exemplo para a história. 

Nós, este grupo, desde o lobito mais novo ao chefe mais velho, somos a prova de que alguma coisa de bem andamos aqui a fazer, alguma família andámos e andamos aqui a criar.

Devo um obrigado gigante a todos os chefes e caminheiros que se cruzaram no meu percurso no 555, um obrigado igualmente enorme a todos os que cresceram ao meu lado e amanha fazem o compromisso de dirigente pela primeira vez comigo, tenho também de agradecer a todos os exploradores que à 7 anos que vejo crescer, vocês provavelmente não tem noção mas ensinam me tanto ou mais a mim do que aquilo que eu vos ensino a vocês.

Este discurso não podia acabar sem um obrigado aos meus pais, ao meu irmão e ao meu namorado, todos eles já me aturaram depois de um acampamento mais cansativo em que chego a casa e me sinto no pleno direito de ser tratada como uma princesa, e eles estiveram lá para me tratar como tal.

No 555 encontrei uma família e no 270 vamos faze-la continuar a crescer.

Deixem-me só terminar com uma frase de BP pela qual eu realmente sigo a minha vida, “vale a pena ser bom, mas o melhor é fazer o bem”.”

Os verdes

C1108FE1-A935-4608-9B21-FF711140E8B8.jpeg

Faz hoje uma semana que decidi deixar de comer carne.

Há algum tempo que tenho vontade de me tornar vegetariana, tanto por razões pessoais como por uma tentativa de ver se deixamos este planeta durar mais uns milénios e não o destruímos por aquilo que fazemos à nossa floresta e com a poluição de geramos com a quantidade de vacas que se criam para satisfazer a maioria dos seres de duas pernas que as compram.

O grande problema desta minha vontade enorme de ser vegetariana prendesse com o facto da quantidade de legumes/vegetais que eu tolero, que posso descrevermos uma listita: alface, rúcula, brócolos e... não, é mesmo só isto.

Portantooooo, tendo em conta que o meu gosto por cenas saudáveis e vindas da bela da terra não é propriamente a coisa mais fascinante do mundo, tudo se torna mais complicado.

Acontece que surgiu na minha vida uma frase que me cativou “dividir para conquistar”.

E voilà, deixei a minha vontade de comer um grande bife cheio de sangue e agarrei me à variadíssima gama de verdes que consigo comer sem vontade de vomitar.

Tenho a dizer que não me custou nada, até agora, e espero conseguir aumentar a gama de receitas que tenho vindo a conhecer.

Ora bem mas indo ao que vos interessa, para as pessoas que me têm pedido dicas então aqui vai:

Primeiro de tudo, se gostam de carne e querem deixar de a comer epah tenham um motivo forte sff, é que deixar de comer um belo bife só por moda caguem já nisso!

Se efetivamente têm um bom motivo para se abraçarem aos verdes então comecem por etapas, esqueçam a ideia do radicalismo, no stress, se começarem por reduzir já estão a melhorar alguma coisa. Comecem por deixar as carnes vermelhas e gradualmente vão retirando o resto.

Podem começar a pesquisar umas receitas na net, pratos de peixe são uma boa maneira de iniciar o caminho.

Quando pensarem em deixar as carnes brancas não sejam tolos e procurem primeiro alimentos que possam substituir as vitaminas que continuam a precisar, ok??? Vamos lá a ser todos crescidinhos e ter a cabeça no sítio, deixar de comer carne não significa que o nosso corpo deixa de precisar daquelas vitaminas, nãoooo maltaaaaaaaa, continuam a precisar de ter uma alimentação variada e completa (tshanaaaaa).

Eu estou na fase dos vegetais e do peixe, ainda ando na descoberta dos ingredientes com os nutrientes suficientes para substituir a carne, e do que consigo comer, porque tenho o tal problema de ser só super esquisita.

Espero daqui a uns tempos já estar só nos verdes, mas por enquanto tenho-me sentido muito bem com esta minha nova alimentação.

Por um sorriso numa criança

229068C6-CA03-4436-A0BD-B52180C929AA.jpeg

Adeus cabelão, adeus penteados.

Sabem aquelas pessoas muito apegadas ao cabelo? C’est moi.

Sempre quis ter o cabelo comprido, claro que esta vontade surge por culpa da minha mãe já que quando ela tinha a mania de mandar em mim chegava ao cabeleireiro e enquanto me lavavam o cabelo ela arranjava um plano maquiavélico para conseguir dizer à dona Constança que era para cortar curtinho.

Pois beeeeem, assim que me apanhei com mais de 3€ de semanada toca de fazer vaquinha para ir ao cabeleireiro que eu quisesse sem as engenhocas da minha mãe de mandar no meu visual.

Desde então que Ana Marta é dona do seu cabelo e obviamente que a partir daí foi sempre a abrir com o mais comprido possível sem que parecesse uma louca varrida, portanto mantendo aquele cabelito grande com um ar minimamente saudável.

Mas, há sempre um mas em todas as histórias que me envolvem, será um problema? Será sério?

Contudo (sim é uma tentativa de alargar o vocabulário) decidi à cerca de um ano atrás que seria uma boa ideia usar o grande cabelo para algo mais do que apenas enfeitar a minha cara magnífica. E surge a ideia de doar cabelo. 

É verdade verdadita que enchi-me de coragem e deixei crescer o cabelo de maneira a que pudesse doar um tamanho considerável sem chorar de susto ao olhar-me ao espelho.

Chegou o dito dia, marcação de horário pro corte, marcação de horário pro alisamento para tentar disfarçar a desgraça e toca de ir.

Mas (lá estou eu outra vez), no momento em que me encontrava sentada em frente ao espelho do cabeleireiro dá-me um ataque de loucura e decido que afinal não quero doar apenas o tamanho mínimo e que se é para ser então que seja em grande. E cortei o cabelo como a minha própria mãe não conseguia convencer as cabeleireiras.

Já está, já passou, não doeu, está feito.

Não me sinto bonita, não sei como vou proceder a todo o movimento sexy do ajeitar do cabelo, porque agora já não funciona, e sabem que mais???? Isso não interessa para nada.

Felizmente o meu cabelo voltará a crescer e há quem precise neste momento muito mais do que eu, há quem queira ter um cabelo comprido e não possa. Portanto é só minha obrigação não ser egoista e não pensar só no meu umbigo.

Sim eu gosto do cabelo comprido, mas eu posso fazer essa escolha e deixá-lo crescer.

Infelizmente há quem tenha o mesmo desejo que eu, mas não tem a opção de fazer essa escolha.

Sinto-me muito feliz sabendo que vou fazer alguém sentir-se melhor com uma escolha que foi minha mas não por mim.

A associação que decidi ajudar é a "Little princess trust", uma associação que se localiza no Reino Unido que faz as perucas e distribui a crianças e jovens até aos 24 anos que por situações de doença ficaram sem cabelo.

Para o caso de terem interesse em fazer alguém sorrir num momento em que a vida não lhes oferece muitas escolhas, deixo aqui a lista das associações que aceitam doações de cabelo:

https://www.e-konomista.pt/artigo/doar-cabelo/

 

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Calendário

Julho 2019

D S T Q Q S S
123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031

Links

  •  
  • Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D