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This is me

pela simplicidade do que me move

This is me

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Por um sorriso numa criança

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Adeus cabelão, adeus penteados.

Sabem aquelas pessoas muito apegadas ao cabelo? C’est moi.

Sempre quis ter o cabelo comprido, claro que esta vontade surge por culpa da minha mãe já que quando ela tinha a mania de mandar em mim chegava ao cabeleireiro e enquanto me lavavam o cabelo ela arranjava um plano maquiavélico para conseguir dizer à dona Constança que era para cortar curtinho.

Pois beeeeem, assim que me apanhei com mais de 3€ de semanada toca de fazer vaquinha para ir ao cabeleireiro que eu quisesse sem as engenhocas da minha mãe de mandar no meu visual.

Desde então que Ana Marta é dona do seu cabelo e obviamente que a partir daí foi sempre a abrir com o mais comprido possível sem que parecesse uma louca varrida, portanto mantendo aquele cabelito grande com um ar minimamente saudável.

Mas, há sempre um mas em todas as histórias que me envolvem, será um problema? Será sério?

Contudo (sim é uma tentativa de alargar o vocabulário) decidi à cerca de um ano atrás que seria uma boa ideia usar o grande cabelo para algo mais do que apenas enfeitar a minha cara magnífica. E surge a ideia de doar cabelo. 

É verdade verdadita que enchi-me de coragem e deixei crescer o cabelo de maneira a que pudesse doar um tamanho considerável sem chorar de susto ao olhar-me ao espelho.

Chegou o dito dia, marcação de horário pro corte, marcação de horário pro alisamento para tentar disfarçar a desgraça e toca de ir.

Mas (lá estou eu outra vez), no momento em que me encontrava sentada em frente ao espelho do cabeleireiro dá-me um ataque de loucura e decido que afinal não quero doar apenas o tamanho mínimo e que se é para ser então que seja em grande. E cortei o cabelo como a minha própria mãe não conseguia convencer as cabeleireiras.

Já está, já passou, não doeu, está feito.

Não me sinto bonita, não sei como vou proceder a todo o movimento sexy do ajeitar do cabelo, porque agora já não funciona, e sabem que mais???? Isso não interessa para nada.

Felizmente o meu cabelo voltará a crescer e há quem precise neste momento muito mais do que eu, há quem queira ter um cabelo comprido e não possa. Portanto é só minha obrigação não ser egoista e não pensar só no meu umbigo.

Sim eu gosto do cabelo comprido, mas eu posso fazer essa escolha e deixá-lo crescer.

Infelizmente há quem tenha o mesmo desejo que eu, mas não tem a opção de fazer essa escolha.

Sinto-me muito feliz sabendo que vou fazer alguém sentir-se melhor com uma escolha que foi minha mas não por mim.

A associação que decidi ajudar é a "Little princess trust", uma associação que se localiza no Reino Unido que faz as perucas e distribui a crianças e jovens até aos 24 anos que por situações de doença ficaram sem cabelo.

Para o caso de terem interesse em fazer alguém sorrir num momento em que a vida não lhes oferece muitas escolhas, deixo aqui a lista das associações que aceitam doações de cabelo:

https://www.e-konomista.pt/artigo/doar-cabelo/

 

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