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This is me

pela simplicidade do que me move

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O país do coração

 

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Este texto vem com uma pequena lágrima no canto do olho.

A Holanda foi uma grande surpresa para mim, fiquei super apaixonada por aquele país.

Confesso que fui com alguma expectativa, o Miguel já me tinha falado muito bem da Holanda e claro que acabei por ir criando uma imagem do que ia encontrar, principalmente sobre Roterdão porque era a cidade que ele mais me falava.

A primeira cidade que visitámos foi Eindhoven, uma cidade muito tecnológica e foi logo ali amor à primeira vista.

Claro que ficámos no hotel mais enigmático da cidade, o Blue Collar Hotel. É localizado na antiga fábrica da Philips, a que foi a primeira de todas as fábricas no mundo, e apesar de ser um hotel a base da fábrica está toda lá, podemos ver até nos quartos a essência do que foi aquele sítio no início da história de uma empresa de sucesso como a Philips.

Para além da história fantástica deste local, há também a vantagem de ser central e de ter uma sala de concertos, para além do convívio que acontece todas as noites no bar do hotel. Várias pessoas, mesmo não estando hospedadas no hotel, acabam por lá ir comer as suas refeições e ficam para uns copos, já que na rua torna-se difícil aguentar o frio pela noite fora.

Esta cidade deixou-me um sentimento de calma, leveza, simpatia e uma paz de espirito que nunca tinha sentido numa cidade europeia.

O dia seguinte foi para acordar com as galinhas, andámos 2km logo pela manhã, a ver o sol nascer e o gelo ainda bastante consistente em cima dos carros e à beira dos passeios. Já se viam algumas casas com as luzes acesas, algumas famílias à mesa a ler o jornal e a tomarem o pequeno-almoço.

Fomos até Roterdão e assim que chegámos bebemos um chocolate quente para aquecer a alma, e os deditos das mãos. Que cidade do caraças!

Imaginem-se a andar pela feira do relógio em Lisboa, estão a imaginar? Aquela quantidade de pessoas aos empurrões e aquelas vozes que entram nos ouvidos com alguma dor de tantos gritos pela esquerda e pela direita dos comerciantes. Assim que chegámos à praça junto ao Market Hall havia uma feira enorme, mas não se ouvia ninguém, as pessoas andavam com calma, viam as bancas e os comerciantes esperavam pela pergunta e não entravam logo a matar a gritar o preço e o desconto que podiam fazer e o quanto as pessoas precisavam mesmo mesmo de comprar aquele produto.

Passámos o dia a andar pela cidade, a conhecer alguns recantos e a seguir alguns dos hábitos deles, como beber um chá quente e comer uma tarte num café acolhedor com as mesas lotadas mas um barulho sussurrante.

No final do dia já não era preciso GPS, já conhecíamos o essencial para andarmos sem um guia, porque nos sentíamos tão em casa que bastava seguir o instinto e estávamos no sítio certo.

Nunca quis ir viver para fora, gosto muito de Portugal e é aqui que me sinto bem, por norma ao fim de 3 ou 4 dias noutro país já só penso em voltar para casa e deitar-me na minha cama. Depois desta viagem a minha mentalidade mudou, hoje se houvesse a oportunidade de ir viver para a Holanda não havia grandes dúvidas, não havia muito para pensar antes de aceitar o desafio.

A semana passada dei por mim a perguntar ao Miguel o que achava de comprar uma casa na Holanda, nunca tinha feito esta pergunta, e soou-me tão bem.

Mesmo que acabe por não me mudar para lá, pelo menos vou garantir que é um país a revisitar, muitas vezes.

Os verdes

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Faz hoje uma semana que decidi deixar de comer carne.

Há algum tempo que tenho vontade de me tornar vegetariana, tanto por razões pessoais como por uma tentativa de ver se deixamos este planeta durar mais uns milénios e não o destruímos por aquilo que fazemos à nossa floresta e com a poluição de geramos com a quantidade de vacas que se criam para satisfazer a maioria dos seres de duas pernas que as compram.

O grande problema desta minha vontade enorme de ser vegetariana prendesse com o facto da quantidade de legumes/vegetais que eu tolero, que posso descrevermos uma listita: alface, rúcula, brócolos e... não, é mesmo só isto.

Portantooooo, tendo em conta que o meu gosto por cenas saudáveis e vindas da bela da terra não é propriamente a coisa mais fascinante do mundo, tudo se torna mais complicado.

Acontece que surgiu na minha vida uma frase que me cativou “dividir para conquistar”.

E voilà, deixei a minha vontade de comer um grande bife cheio de sangue e agarrei me à variadíssima gama de verdes que consigo comer sem vontade de vomitar.

Tenho a dizer que não me custou nada, até agora, e espero conseguir aumentar a gama de receitas que tenho vindo a conhecer.

Ora bem mas indo ao que vos interessa, para as pessoas que me têm pedido dicas então aqui vai:

Primeiro de tudo, se gostam de carne e querem deixar de a comer epah tenham um motivo forte sff, é que deixar de comer um belo bife só por moda caguem já nisso!

Se efetivamente têm um bom motivo para se abraçarem aos verdes então comecem por etapas, esqueçam a ideia do radicalismo, no stress, se começarem por reduzir já estão a melhorar alguma coisa. Comecem por deixar as carnes vermelhas e gradualmente vão retirando o resto.

Podem começar a pesquisar umas receitas na net, pratos de peixe são uma boa maneira de iniciar o caminho.

Quando pensarem em deixar as carnes brancas não sejam tolos e procurem primeiro alimentos que possam substituir as vitaminas que continuam a precisar, ok??? Vamos lá a ser todos crescidinhos e ter a cabeça no sítio, deixar de comer carne não significa que o nosso corpo deixa de precisar daquelas vitaminas, nãoooo maltaaaaaaaa, continuam a precisar de ter uma alimentação variada e completa (tshanaaaaa).

Eu estou na fase dos vegetais e do peixe, ainda ando na descoberta dos ingredientes com os nutrientes suficientes para substituir a carne, e do que consigo comer, porque tenho o tal problema de ser só super esquisita.

Espero daqui a uns tempos já estar só nos verdes, mas por enquanto tenho-me sentido muito bem com esta minha nova alimentação.

Por um sorriso numa criança

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Adeus cabelão, adeus penteados.

Sabem aquelas pessoas muito apegadas ao cabelo? C’est moi.

Sempre quis ter o cabelo comprido, claro que esta vontade surge por culpa da minha mãe já que quando ela tinha a mania de mandar em mim chegava ao cabeleireiro e enquanto me lavavam o cabelo ela arranjava um plano maquiavélico para conseguir dizer à dona Constança que era para cortar curtinho.

Pois beeeeem, assim que me apanhei com mais de 3€ de semanada toca de fazer vaquinha para ir ao cabeleireiro que eu quisesse sem as engenhocas da minha mãe de mandar no meu visual.

Desde então que Ana Marta é dona do seu cabelo e obviamente que a partir daí foi sempre a abrir com o mais comprido possível sem que parecesse uma louca varrida, portanto mantendo aquele cabelito grande com um ar minimamente saudável.

Mas, há sempre um mas em todas as histórias que me envolvem, será um problema? Será sério?

Contudo (sim é uma tentativa de alargar o vocabulário) decidi à cerca de um ano atrás que seria uma boa ideia usar o grande cabelo para algo mais do que apenas enfeitar a minha cara magnífica. E surge a ideia de doar cabelo. 

É verdade verdadita que enchi-me de coragem e deixei crescer o cabelo de maneira a que pudesse doar um tamanho considerável sem chorar de susto ao olhar-me ao espelho.

Chegou o dito dia, marcação de horário pro corte, marcação de horário pro alisamento para tentar disfarçar a desgraça e toca de ir.

Mas (lá estou eu outra vez), no momento em que me encontrava sentada em frente ao espelho do cabeleireiro dá-me um ataque de loucura e decido que afinal não quero doar apenas o tamanho mínimo e que se é para ser então que seja em grande. E cortei o cabelo como a minha própria mãe não conseguia convencer as cabeleireiras.

Já está, já passou, não doeu, está feito.

Não me sinto bonita, não sei como vou proceder a todo o movimento sexy do ajeitar do cabelo, porque agora já não funciona, e sabem que mais???? Isso não interessa para nada.

Felizmente o meu cabelo voltará a crescer e há quem precise neste momento muito mais do que eu, há quem queira ter um cabelo comprido e não possa. Portanto é só minha obrigação não ser egoista e não pensar só no meu umbigo.

Sim eu gosto do cabelo comprido, mas eu posso fazer essa escolha e deixá-lo crescer.

Infelizmente há quem tenha o mesmo desejo que eu, mas não tem a opção de fazer essa escolha.

Sinto-me muito feliz sabendo que vou fazer alguém sentir-se melhor com uma escolha que foi minha mas não por mim.

A associação que decidi ajudar é a "Little princess trust", uma associação que se localiza no Reino Unido que faz as perucas e distribui a crianças e jovens até aos 24 anos que por situações de doença ficaram sem cabelo.

Para o caso de terem interesse em fazer alguém sorrir num momento em que a vida não lhes oferece muitas escolhas, deixo aqui a lista das associações que aceitam doações de cabelo:

https://www.e-konomista.pt/artigo/doar-cabelo/

 

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