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This is me

pela simplicidade do que me move

This is me

pela simplicidade do que me move

Modo de vida, modo de ser, modo de estar

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O escOUtismo é o meu modo de vida. Nunca me fez sentido a denominação de atividade extra curricular, mas realmente foi assim que tive de classificar tantas vezes na escola.

Todos os dias luto por me tornar uma pessoa melhor, tento “praticar diariamente um boa ação” e faço por “deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrei”. Provavelmente para alguns isto é só mais um clichê mas alguém se lembra de como era não saber ler?? Eu não, porque aprendi a ler cedo e portanto torna-se complicado lembrar-me de como era olhar para as palavras e não as ler. Aquelas frases “clichê” são as minhas bases, cresci no escOUtismo e por isso mesmo é algo semelhante ao facto de já não me imaginar a não saber ler…

Há 9 dias fiz o meu compromisso de honra de dirigente e na noite anterior, na velada de armas, tive de fazer um discurso para todos os que me acompanham nesta aventura há tantos anos. Um momento difícil para alguém que não gosta de falar em público…

Para os que me ouvem falar do escOUtismo e não entendem bem o que isto significa para mim deixo aqui o texto que li e é mesmo o que isto simboliza para mim.

“Sou escuteira desde os 6 anos de idade, portanto na verdade não tenho grandes recordações da minha vida antes disso.

Com o lenço amarelo ao peito tudo era bastante simples, não havia muito que fazer para além de brincar e até tive sorte de ter tido uns chefes que tinham paciência para me verem comer um queque como se fossem longas refeições.

Nos exploradores a coisa já não era tão fácil assim, tínhamos mesmo de fazer qualquer coisa para que as atividades acontecessem. Foi na IIª secção que comecei a vida de escuteiro, assim mais a sério… Lembro-me de ter sentido que já era enorme por ter tirado a prova do canivete. Montar tendas já era uma coisa fácil e fazer fogueiras era a descoberta do momento. Os exploradores foi uma secção que me deu algumas dores de cabeça, devo confessar. Sempre que havia um acampamento marcado eu já só imaginava aquela refeição, o feijão com atum, aquela imagem atormentava-me os dias que antecediam o fim de semana, mas eu devia de gostar mesmo daquilo porque lá ia eu e lá tinha mesmo de comer tudo.

Os pioneiros… os pioneiros foi sem duvida a minha secção de eleição. Foi na IIIª que ganhei o espirito de competição, eu queria mesmo ganhar tudo, queria fazer todos os raides até ao fim, mesmo que chegasse ao destino com bolhas nos pés ou mesmo as pernas em ferida daqueles belos calções novos que eu decidi usar num raide até ao PNEC, sim a inteligência naquela altura não devia de ser muita eu sei… Os pioneiros deram-me muitas alegrias, deram-me muitas lições, mas foi também como pioneira que vi um irmão partir. Estávamos a acampar, em Sesimbra, entre várias conversas durante o raide falámos do Tiago, queríamos ir visitá-lo e recordámos o ultimo acampamento com ele na arrábida e o quanto seria divertido se ele estivesse ali connosco. Tenho saudades dele, e este 270 também lhe pertence, porque eu tenho a certeza que ele seria o primeiro a dizer em voz bem alta que estaria connosco na AEP.

A 4ª secção foi a mais curta para mim, tivemos um primeiro ano em clã que era dividido com o trabalho nas secções. Eramos um clã muito próximo, tínhamos crescido todos juntos portanto era fácil.

Estou em comissão de serviço desde os 18 anos e aprendi muito com todos os adultos, chefes e caminheiros, que estiveram comigo nas equipas de animação.

Ao longo destes 19 anos aprendi que ser escuteiro é muito mais que ter um lenço ao peito, muito mais que ter uma farda vestida e fazer umas atividades giras. Ser escuteiro é ser um ser humano melhor, mais compreensivo, mais tolerante, mais amigo, mais verdadeiro. É pensar primeiro no outro e só depois em nós. É ajudar o próximo sem esperar qualquer tipo de recompensa.

Tudo isto, e muito mais claro, foram vocês que me ensinaram, sim vocês família. Ensinaram-me a dar os primeiros passos, estiveram lá quando cai e ajudaram-me a levantar, deram-me na cabeça dos meus erros mas no mesmo momento agarram-me a mão e mostraram-me o caminho certo, deram-me espaço para descobrir quem sou e oportunidade de ensinar aos mais novos o que vocês tão bem me ensinaram. A família tem uma particularidade em comparação com qualquer outra relação que possamos ter na vida, é que aconteça o que acontecer, para o bem e para o mal, uma família nunca se separa. 

Desde lobita que penso no dia de amanhã, conforme os anos foram passando a imagem da minha promessa foi se alterando, mas nunca poderia imaginar que fosse desta maneira, mas sabem que mais?? Não podia pedir melhor. 

Sempre fui este tipo de pessoa, calculista e sempre numa tentativa de prever o futuro. Por diversas situações da vida tenho tido provas de que não vale a pena tentarmos controlar tudo, não vale a pena pensarmos que temos tudo planeado e que será só prosseguir com o plano, não, é preciso sermos cada vez mais versáteis e na verdade quanto mais tentamos fazer planos mais a vida nos encaminha na direção oposta, não pior, mas diferente. 

Graças a Deus que o meu caminho me trouxe até aqui hoje, com todos vocês, os que quiseram por inteira vontade própria fazer deste grupo um exemplo para a história. 

Nós, este grupo, desde o lobito mais novo ao chefe mais velho, somos a prova de que alguma coisa de bem andamos aqui a fazer, alguma família andámos e andamos aqui a criar.

Devo um obrigado gigante a todos os chefes e caminheiros que se cruzaram no meu percurso no 555, um obrigado igualmente enorme a todos os que cresceram ao meu lado e amanha fazem o compromisso de dirigente pela primeira vez comigo, tenho também de agradecer a todos os exploradores que à 7 anos que vejo crescer, vocês provavelmente não tem noção mas ensinam me tanto ou mais a mim do que aquilo que eu vos ensino a vocês.

Este discurso não podia acabar sem um obrigado aos meus pais, ao meu irmão e ao meu namorado, todos eles já me aturaram depois de um acampamento mais cansativo em que chego a casa e me sinto no pleno direito de ser tratada como uma princesa, e eles estiveram lá para me tratar como tal.

No 555 encontrei uma família e no 270 vamos faze-la continuar a crescer.

Deixem-me só terminar com uma frase de BP pela qual eu realmente sigo a minha vida, “vale a pena ser bom, mas o melhor é fazer o bem”.”

O meu primeiro cruzeiro

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Achei que estava na altura de ter umas férias, uma coisa assim para o relaxado e tudo incluído. Juntando isto a uma experiência nova decidi fazer um cruzeiro.

O início da nossa aventura deu-se em Las Palmas, claro que aproveitamos para ir um dia mais cedo e conhecer a ilha. Ora chegando a nossa hora de fazer o check in para o cruzeiro lá fomos nós, tudo muito bem organizado, foi só deixar as malas identificadas, pegar logo ali ainda em terra num copo e seguir para bingo!

Assim que me vi dentro daquele barco enorme, a bater um sol de início de tarde e uma piscina pronta para me receber claro que me agarrei a uma caipirinha e desfrutei de uns bons raios de sol. No decorrer da tarde seguiram-se mais umas caipirinhas e então que chega a hora do navio iniciar a sua viagem.

É aqui que a reviravolta acontece, aquilo abana. Não, a sério, abana mesmo.

Portanto a primeira noite foi horrível, eu estava super tranquila já a imaginar uma noite longa pelos imensos bares e concertos que estavam programados e acabei mesmo por passar a noite na cama a tentar acalmar aquela vontade toda de vomitar.

Tirando este à parte péssimo, pequeno pormenor de uma viagem de 7 dias num navio, tudo ótimo!

O cruzeiro em si é uma experiência incrível, há atividades a toda a hora e em locais diferentes do navio para os mais diversos gostos e feitios, os espetáculos são super interessantes, os concertos também sempre cheios de energia e a organização de todos os eventos e excursões estão impecáveis.

Para quem pretende uma viagem para conhecer bem um local isto não é uma boa opção, o tempo em terra em cada cidade não é muito extenso, portanto um cruzeiro é muito numa ótica de conhecer um pouco várias cidades e desfrutar do tempo de navegação com todas as vantagens que é estarem num navio com imensas pessoas cheias de boas energias.

Para quem enjoa, tipo em viagens de carro, epah pensem duas vezes! Eu não tinha pensado bem no assunto e realmente não desfrutei do cruzeiro da mesma maneira.

Claro que a minha experiência foi muito animada porque escolhi um cruzeiro que é mesmo para malta nova, se querem coisas pomposas tipo Titanic esqueçam, isso é mais o estilo de cruzeiros com o Queen Mary. Caso queiram uma coisa mais relaxada e animada recomendo-vos a Pullmantor, todo o staff é impecável e de certeza que as vossas expectativas vão ser correspondidas!

Sete anos

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Hoje celebramos sete anos de nós.

Como assim já passaram 7 anos? Não consigo perceber como é que o tempo voa desta maneira.

Parece que foi ontem que te mandei aquela mensagem no facebook que mudou as nossas vidas, oh yeaaaah sou da team de mulheres que não tem medo de dar o primeiro passo.

Ora portanto em sete anos muita coisa mudou, fomos aprendendo umas coisitas um com o outro e outras coisitas com a vida. Para além disso importa ressalvar que estou claramente mais gata que há uns anos atrás (é este o verdadeiro motivo por ele ainda não me ter deixado).

Obviamente que já existiram momentos muito bons e momentos muito maus, mas se fosse tudo um mar de rosas e facilíssimo também não tinha piada nenhuma minha gente.

O que importa mesmo é que estes sete anos estão cheios de histórias para contar e vamos lá a continuar a somar episódios.

Na verdade um dos melhores momentos foi logo o primeiro jantar com a tua família, logo para começar bem como eu tanto gosto. E foram-se sucedendo muitas histórias que espero vir a contar aos nossos babys.

Meu amor, tu sabes o quanto gosto de ti e os planos que tenho para o nosso futuro. Tu conheces-me como ninguém e sabes tão bem como me fazer feliz, espero que contrariemos todas as superstições e que continuemos juntitos e muito happys.

Cá continuarei a aguardar a chegada do pilukas, como já te expliquei que quero recebe-lo, e aguardarei igualmente sentada que me venhas dizer que adoras-te esta surpresa e me compenses com um pote de nutella.

Ti amo

 

P.S.: a fotografia é mesmo de à sete anos atrás! 

O país do coração

 

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Este texto vem com uma pequena lágrima no canto do olho.

A Holanda foi uma grande surpresa para mim, fiquei super apaixonada por aquele país.

Confesso que fui com alguma expectativa, o Miguel já me tinha falado muito bem da Holanda e claro que acabei por ir criando uma imagem do que ia encontrar, principalmente sobre Roterdão porque era a cidade que ele mais me falava.

A primeira cidade que visitámos foi Eindhoven, uma cidade muito tecnológica e foi logo ali amor à primeira vista.

Claro que ficámos no hotel mais enigmático da cidade, o Blue Collar Hotel. É localizado na antiga fábrica da Philips, a que foi a primeira de todas as fábricas no mundo, e apesar de ser um hotel a base da fábrica está toda lá, podemos ver até nos quartos a essência do que foi aquele sítio no início da história de uma empresa de sucesso como a Philips.

Para além da história fantástica deste local, há também a vantagem de ser central e de ter uma sala de concertos, para além do convívio que acontece todas as noites no bar do hotel. Várias pessoas, mesmo não estando hospedadas no hotel, acabam por lá ir comer as suas refeições e ficam para uns copos, já que na rua torna-se difícil aguentar o frio pela noite fora.

Esta cidade deixou-me um sentimento de calma, leveza, simpatia e uma paz de espirito que nunca tinha sentido numa cidade europeia.

O dia seguinte foi para acordar com as galinhas, andámos 2km logo pela manhã, a ver o sol nascer e o gelo ainda bastante consistente em cima dos carros e à beira dos passeios. Já se viam algumas casas com as luzes acesas, algumas famílias à mesa a ler o jornal e a tomarem o pequeno-almoço.

Fomos até Roterdão e assim que chegámos bebemos um chocolate quente para aquecer a alma, e os deditos das mãos. Que cidade do caraças!

Imaginem-se a andar pela feira do relógio em Lisboa, estão a imaginar? Aquela quantidade de pessoas aos empurrões e aquelas vozes que entram nos ouvidos com alguma dor de tantos gritos pela esquerda e pela direita dos comerciantes. Assim que chegámos à praça junto ao Market Hall havia uma feira enorme, mas não se ouvia ninguém, as pessoas andavam com calma, viam as bancas e os comerciantes esperavam pela pergunta e não entravam logo a matar a gritar o preço e o desconto que podiam fazer e o quanto as pessoas precisavam mesmo mesmo de comprar aquele produto.

Passámos o dia a andar pela cidade, a conhecer alguns recantos e a seguir alguns dos hábitos deles, como beber um chá quente e comer uma tarte num café acolhedor com as mesas lotadas mas um barulho sussurrante.

No final do dia já não era preciso GPS, já conhecíamos o essencial para andarmos sem um guia, porque nos sentíamos tão em casa que bastava seguir o instinto e estávamos no sítio certo.

Nunca quis ir viver para fora, gosto muito de Portugal e é aqui que me sinto bem, por norma ao fim de 3 ou 4 dias noutro país já só penso em voltar para casa e deitar-me na minha cama. Depois desta viagem a minha mentalidade mudou, hoje se houvesse a oportunidade de ir viver para a Holanda não havia grandes dúvidas, não havia muito para pensar antes de aceitar o desafio.

A semana passada dei por mim a perguntar ao Miguel o que achava de comprar uma casa na Holanda, nunca tinha feito esta pergunta, e soou-me tão bem.

Mesmo que acabe por não me mudar para lá, pelo menos vou garantir que é um país a revisitar, muitas vezes.

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